Uma conta de Google Ads criada às pressas carrega padrões que fazem sentido para o Google, mas nem sempre para quem tem verba curta. O resultado aparece como clique caro, contato ruim e relatório bonito. A lista segue a ordem em que vale conferir, do que gasta dinheiro ao que distorce a leitura.
Se a campanha usa Lances inteligentes, faça os ajustes de uma vez, não um por dia: mudanças de configuração reiniciam o período de aprendizado. Com a Black Friday perto, o ideal é concluir até a metade de novembro.
1. A campanha de Pesquisa aparece fora do Google?
Uma campanha de Pesquisa pode aparecer fora da busca do Google por duas configurações de rede. Os parceiros de pesquisa vêm incluídos por padrão quando a campanha é criada, segundo a Ajuda do Google Ads, e a Rede de Display pode ser incluída numa caixa de seleção. Com verba curta, o mais seguro é começar só com a Pesquisa Google e testar as outras redes depois, em campanha separada, para comparar os números.
Onde conferir: configurações da campanha, item Redes.
2. O anúncio aparece para quem só se interessa pela sua cidade?
A opção de local padrão do Google Ads é “Presença ou interesse”: alcança quem está na região, quem costuma frequentá-la e quem demonstrou interesse nela. A opção “Presença” restringe a quem está ou costuma estar na área. O Google avisa que mudar essa configuração geralmente reduz as impressões e relata que, em 2022, anunciantes de viagens, imóveis e educação tiveram cerca de 5% mais conversões na Pesquisa com “Presença ou interesse”.
Para quem só atende no balcão ou na casa do cliente, vale testar “Presença” e comparar o custo por contato. O texto sobre quanto investir em anúncios por mês mostra como chegar ao custo por contato que a empresa aguenta pagar.
3. O que a conta chama de conversão?
Conversão no Google Ads é o que a conta está configurada para contar, e os lances automáticos otimizam para isso. Se a ação principal for “visualizou a página de contato” ou “clicou em qualquer botão”, o sistema vai buscar mais gente que faz isso, e não mais clientes.
- Deixe como ações principais só o que gera negócio: formulário enviado, clique que abre a conversa no WhatsApp, ligação, compra. As principais entram na coluna “Conversões” e são usadas nos lances.
- O resto fica como ação secundária: aparece em “Todas as conversões”, para observação, e não entra nos lances, a menos que faça parte de uma meta personalizada.
- Teste cada ação com um contato real e confira se ela aparece na conta.
4. Como a conversão está sendo contada?
A contagem de conversões define se o Google Ads registra todas as ações depois de um clique ou só uma. A Ajuda do Google recomenda “Todas” para vendas, porque cada venda tende a ter valor, e “Uma” para leads, porque normalmente só um contato por clique tem valor. Conta de serviço configurada como “Todas” infla o número de contatos e faz o custo por contato parecer menor do que é. A mudança vale só para conversões futuras.
5. As recomendações entram na conta sem você ver?
O Google Ads permite aplicar recomendações automaticamente, no nível da conta, e aí algumas mudanças entram sem revisão de ninguém. Segundo o Google, o recurso pode ser ativado ou desativado a qualquer momento nas configurações de aplicação automática, e a fila do dia aparece na página Recomendações. Em conta pequena, o mais prudente é desligar a aplicação automática e avaliar cada sugestão, porque palavras-chave novas e mudanças de correspondência alteram o tipo de clique que chega.
6. Você está pagando por pesquisas que não têm a ver com você?
Palavras-chave negativas impedem que o anúncio apareça em buscas irrelevantes, e o relatório de termos de pesquisa mostra quais buscas já custaram dinheiro. Um escritório de contabilidade que anuncia “contabilidade” pode estar pagando por “curso de contabilidade”, “vaga de contabilidade” e “contabilidade grátis”.
Dois detalhes da documentação passam batido. A negativa não pega variações aproximadas, então singular, plural e sinônimos entram separados. E acento conta: “café” e “cafe” são termos diferentes. No primeiro mês, revise os termos de pesquisa toda semana.
7. Quem é o dono da conta?
A conta do Google Ads deve estar em nome da empresa, com pelo menos um acesso de administrador de alguém da casa. O nível Admin é o único que concede acesso a outros usuários, muda níveis de acesso e vincula a conta ao Google Analytics, e o Google recomenda ter mais de um admin para não perder acesso se um deles ficar indisponível.
Agência e freelancer entram com acesso Padrão ou vinculando a conta de administrador deles à sua, e o histórico de campanhas continua com a empresa se a parceria acabar.
Como fica a revisão inteira numa tabela?
| Ponto | Onde conferir | Como deixar, para começar |
|---|---|---|
| Redes | Configurações da campanha | Só Pesquisa Google; parceiros e Display testados à parte |
| Local | Configurações da campanha, opções de local | Presença, se o atendimento é só presencial; comparar depois |
| Ações de conversão | Metas, conversões | Principais só para contato real e compra |
| Contagem | Configuração de cada ação | Uma, para contatos; Todas, para vendas |
| Recomendações | Configurações de aplicação automática | Desligadas, com revisão manual |
| Negativas | Termos de pesquisa e lista de negativas | Revisão semanal no primeiro mês |
| Acesso | Acesso e segurança | Pelo menos um Admin da empresa |
Se mais de dois itens desta lista estavam fora do lugar, o problema raramente era a verba. Para a temporada, o texto sobre orçamento e lances do Google Ads na Black Friday traz o calendário de mudanças seguras. E se preferir uma segunda leitura, a gestão de Google Ads da Buzz começa com um diagnóstico gratuito da conta.