Cadastro de produtos da loja virtual: o que preparar antes do site

Para a loja virtual abrir no prazo, o cadastro de produtos precisa chegar organizado numa planilha: nome como o cliente pesquisa, descrição própria, fotos no mesmo padrão, variações, preço, estoque, peso e medidas da embalagem para o frete e código de barras quando houver. Comece na primeira semana do projeto, com dez produtos-piloto.

Bisnaga branca de loção corporal em pé sobre um tecido de linho branco amassado, com fundo cinza claro.

Design e programação de uma loja virtual andam em paralelo, nas mãos da agência. O cadastro de produtos depende de você, e é ele que define o dia em que a loja abre de verdade. Uma loja pronta com doze produtos cadastrados pela metade não vende; uma planilha organizada desde a primeira semana vira importação em lote.

Que colunas a planilha de produtos precisa ter?

Peça à agência o modelo de importação da plataforma escolhida, porque cada uma tem o seu. O conteúdo, porém, é sempre parecido com este:

ColunaPara que serveExemplo
SKUCódigo único do produto ou da variação; liga loja, estoque e ERPCAM-LIN-AZ-M
NomeTítulo da página e da buscaCamisa de linho manga longa azul
CategoriaMenu, filtros e páginas de categoriaMasculino > Camisas
Preço e preço promocionalValor de venda e valor "de/por", quando houver289,00 e 249,00
EstoqueQuantidade disponível por variação14
VariaçõesCor, tamanho, voltagemAzul, M
Peso e medidas da embalagemCálculo do frete no checkout0,45 kg; 30 x 25 x 5 cm
GTIN (EAN)Código de barras, quando o produto temOs 13 dígitos da etiqueta
MarcaFiltro da loja e dados para o GoogleNome da marca
Descrição curta e completaResumo perto do preço e detalhes abaixoTexto próprio
FotosNomes dos arquivos, na ordem de exibiçãocamisa-linho-azul-frente.jpg

Informações fiscais, como o NCM, também costumam ir para o cadastro quando a nota sai da plataforma ou do ERP. Quem confirma esses códigos é o seu contador.

O que a lei exige mostrar em cada produto?

O Código de Defesa do Consumidor, no art. 31, pede que a oferta traga informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em português sobre características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, além dos riscos à saúde e à segurança. Para quem vende pela internet, o Decreto 7.962/2013 reforça: características essenciais do produto em destaque e despesas extras, como o frete, discriminadas no preço.

Na prática, a planilha precisa de colunas para composição ou material, medidas do produto, garantia e, conforme o segmento, validade e cuidados de uso. Cosméticos, alimentos e eletrônicos costumam ter exigências próprias do setor; confirme com o fornecedor e com o contador.

Como escrever nome e descrição que vendem e aparecem no Google?

Escreva o nome como o cliente pesquisaria: tipo de produto, marca ou linha, modelo e o atributo que diferencia. "Camisa de linho manga longa azul" encontra quem busca; "Camisa Riviera" só encontra quem já conhece a coleção.

Na descrição, responda às perguntas que chegam no WhatsApp antes da compra:

  • Do que é feito e como se comporta no uso.
  • Medidas reais, com tabela quando houver tamanho.
  • Para quem e para que serve, com um exemplo concreto.
  • Como cuidar, montar ou instalar.
  • O que vem na caixa.

Evite copiar o texto do fabricante: o mesmo parágrafo aparece em dezenas de lojas, e a sua página não ganha nada por repeti-lo. Comece pelos produtos que mais vendem; os outros podem entrar com uma descrição mais curta e ganhar detalhes depois.

Que padrão de foto usar no catálogo?

  • Mesmo fundo e mesma luz em todo o catálogo, para a vitrine não parecer um mosaico.
  • Mesma proporção, a que o tema da loja pede. Pergunte ao desenvolvedor antes da sessão de fotos, não depois.
  • Ângulos fixos por categoria: frente, costas, detalhe e uma foto de uso ou de escala.
  • Uma foto por variação de cor. Quem escolhe o azul quer ver o azul.
  • Nome de arquivo descritivo e texto alternativo, que ajudam na busca por imagens e na acessibilidade.

Como organizar variações sem confundir o estoque?

Trate cada combinação de cor e tamanho como uma linha da planilha, ligada a um produto principal. O produto principal leva nome, descrição e categoria; cada variação leva o próprio SKU, estoque, preço (quando muda), peso e foto. Assim, a camisa azul M pode esgotar sem tirar a azul G da vitrine.

Evite criar um produto separado para cada cor, a não ser que o cliente realmente pesquise por elas como itens diferentes. Produtos duplicados dividem as avaliações, confundem a busca da loja e multiplicam o trabalho de manter preço e estoque.

Por que peso e medidas não podem ser chutados?

O frete calculado no checkout usa o peso e as dimensões cadastrados. Se a planilha diz 200 gramas e a caixa pesa 900, a loja cobra um frete e paga outro, e a diferença sai da sua margem. Pese e meça o produto já embalado, do jeito que ele sai para o cliente, e cadastre por variação quando o tamanho muda o volume.

Como dividir o trabalho com a agência sem atrasar a loja?

  1. Receba o modelo de planilha da plataforma na primeira semana do projeto.
  2. Cadastre dez produtos-piloto, de categorias diferentes, e veja na loja de homologação como ficam página, filtros e frete.
  3. Ajuste o modelo com o que o piloto mostrou e preencha o restante em lotes, por categoria.
  4. Faça as fotos também por lote, já no padrão aprovado.
  5. Deixe a importação e a conferência final com a agência, que devolve uma lista de exceções para você revisar.

Marca e GTIN preenchidos na planilha também alimentam a marcação para o Google, como explicamos em dados estruturados de produto. Se o catálogo já vive num ERP, a carga pode sair de lá: integrações fazem parte da nossa criação de e-commerce. E se a loja está saindo do zero, a página de loja virtual para pequenas empresas resume como o projeto se ajusta ao seu porte.

O que costumam perguntar

Pode, mas a página fica igual à de todas as lojas que vendem o mesmo item. Use o texto do fabricante como fonte dos dados técnicos e escreva uma descrição própria, começando pelos produtos que mais vendem.

Não. O GTIN é recomendado nos dados de produto para o Google, mas itens artesanais ou feitos sob medida não têm código e podem ser vendidos normalmente. Nunca invente nem reaproveite um código.

Não há número oficial. Use o suficiente para responder às dúvidas de quem não pode tocar no produto: frente, detalhe, uso ou escala e uma foto por cor.

Dá. Com a planilha no modelo da plataforma, os produtos entram em lote; com um ERP integrado, produtos, preço e estoque podem vir de lá. Defina qual dos dois é a fonte oficial para os dados não brigarem.

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Roger Takemiya Especialista Digital

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